A Feminização do Homem – Reflexões Masculinas

fev 04 2018

A Feminização do Homem

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Trazemos neste artigo um texto que trata da feminização do homem segundo a ótica conservadora.

Ele foi baseado e adaptado de um vídeo de um conservador assumido, no qual ele refere que o macho atual vem perdendo suas características masculinas “clássicas” devido ao comportamento moderno basear-se na ética e no politicamente correto, contrariando as características antigas de demonstração de força e poder masculinos. 

Diferentemente de outros tópicos onde emitimos nossa opinião, desta vez deixaremos você tirar suas próprias conclusões, e gostaríamos de saber o que pensa a respeito comentando logo abaixo.

Sem mais delongas, segue o texto.

O homem antigo

Em 2016, Clint Eastwood declarou que votaria em Donald Trump alegando que, assim como outras pessoas, ele também estava cansado de homens politicamente corretos, e que estávamos construindo uma geração de homens fracotes.

Os personagens de Eastwood personificavam o homem heroico, extremamente masculino, durão, destemido, obstinado em seus objetivos, cordial com as mulheres, prestativo para com os aflitos, inconformado com a injustiça e implacável com os inimigos.

Esse conceito de mais forte não se limita apenas à força física, mas também de atributos e valores mais profundos, como coragem, sabedoria, honradez, fé.

O homem conservador se prepara para a guerra, mas não porque ele a queira, mas porque sabe que o mundo é caótico e que muitas vezes a paz só é alcançada através destas.

Entenda também que esse “masculino clássico” é também aquele que é gentil com as mulheres e que não mede esforços por sua esposa e sua família.

Não é o paspalho que considera as mulheres inferiores ou o brucutu que chega bêbado em casa quebrando tudo e subjugando sua mulher. Esses são meros imbecis.

O homem moderno

Já o homem de hoje pauta-se pela ética, e seu comportamento está vinculado a atitudes politicamente corretas.

Dessa forma, temos vertentes que tentam despertar a consciência das pessoas para a questão do consumo da carne, pois envolve o confinamento e sofrimento dos animais.

O homem ético é contra a violência e, portanto, a favor do desarmamento. Por ser contra atos de violência, ele manifesta toda a sua indignação com protestos pacíficos e tenta esclarecer as pessoas acerca de temas polêmicos através do diálogo e da troca de ideias.

Porém, paradoxalmente, outras vertentes trabalham pelo direito da mulher em optar pelo aborto em nome da liberdade individual, o que nos parece um contrassenso à mesma ética e ao politicamente correto nas quais se pautam.

Por incoerências como essas que hoje em dia os movimentos conservadores têm ressurgido, pois entendem que a sociedade moderna, e em especial o modelo masculino clássico, estão caminhando para sua derrocada.

Diferenças entre as gerações novas e antigas

Um exemplo entre os “dois mundos” é o processo de islamização da França, que vem sofrendo seguidos atentados enquanto a população reage fazendo manifestos pacíficos em torno da Torre Eiffel cantando “Imagine” de John Lennon.

Hoje, homens de 18 anos ou mais passam horas em frente ao espelho arrumando o cabelo, eliminando os pêlos do corpo, passando óleos aromáticos na pele e mantendo suas barbas meticulosamente delineadas.

Na década de 40, garotos ingleses de 18 anos já pilotavam caças para defender a Grã-Bretanha de outros jovens pilotos de 18 anos alemães.

A infância moderna e a antiga

Os pais de hoje não podem chamar a atenção de seus filhos com frases tão comumente utilizadas no passado como: “Vira homem, moleque!”, “Homem não chora! Engole esse choro!”, “Isso não é coisa de homem!”, entre outras.

Frases como essas são tidas como opressoras e combatidas pela psicologia moderna.

Os meninos de hoje raramente sofrem bullying na escola, muito comum no nosso tempo, e por isso crescem despreparados para enfrentarem um ambiente hostil e competitivo que nos espera na vida adulta.

Esses garotos não ganham mais armas de brinquedo dos pais, sob a alegação de que elas incentivam a violência, mas estes mesmos meninos podem brincar de boneca ou de casinha se assim o quiserem.

Na nossa infância, era comum termos armas como a metralhadora ou a bazuca do Rambo e saíamos por aí imaginando-nos em missões perigosas.

Os meninos de hoje querem dançar como o Pablo Vitar ou a Anitta, como temos visto em muitos vídeos no Youtube, e pior, diante de toda a família e sob os aplausos, risadas e aprovação dos pais e familiares.

Referências na adolescência

Se você foi adolescente até os anos 90-2000, deve ter percebido como os jovens de hoje parecem mais delicados e afeminados nos gestos e maneiras de falar do que nossa geração. Não estamos falando ainda de sexualidade, mas de comportamento mesmo.

Os moleques de hoje não se espelham mais nos personagens valentes e durões dos anos 80, como nos filmes do Stallone, do Schwarzenegger, do Chucky Norris, Van Dame, MacGyver, entre outros. Esses eram filmes com poucos diálogos, muita ação e também muita inteligência e astúcia em jogo.

As referências de hoje são homens de personalidade frívola, fracos, afeminados, franzinos, com cabelos coloridos e de conduta reprovável. Hoje, as referências não são os heróis, mas os bandidos.

Início da feminização – A lavagem cerebral

Somos bombardeados diariamente com mensagens onde os homens estão trocando de papel com as mulheres. Elas aparecem sempre como duronas, fortes, de personalidade marcante, inteligentes, dominantes, enquanto o homem parece um bobão carente e perdido, que mal sabe o que está fazendo ao lado delas.

Pare e observe os anúncios e comerciais. Não é invenção minha. Essas mensagens, inconscientemente, vão remodelando os nossos comportamentos em sociedade.

Imagine um garoto educado que podemos escolher o nosso sexo, que depois sai à rua e vê anúncios sobre a supremacia feminina e a decadência do homem, e depois vê na TV dois homens se beijando na novela e, em seguida, um outro homem vestido de mulher cantando com uma voz afeminada e rebolando feito uma puta no cio.

Ainda que seus impulsos sexuais permaneçam héteros e ele goste e deseje ter relações com mulheres, sem nunca duvidar de sua sexualidade, mesmo assim seu comportamento não irá de encontro ao modelo masculino clássico de outros tempos. Modelo esse que sempre despertou e ainda desperta o interesse das mulheres.

Homens com pouca testosterona

Para piorar, os hábitos de alimentação modernos à base de fast-food, gorduras e ausência quase que total de vegetais, aliados à obesidade, sedentarismo e estresse, contribuem para a diminuição dos níveis de testosterona nos homens.

Essa baixa na testosterona tem implicação direta na força física, no vigor, coragem e a todos os atributos da masculinidade clássica.

Com tudo isso, notamos que o homem vem passando por grandes mudanças de identidade, e que isso pode ter consequências muito negativas.

Imagine uma sociedade repleta de homens frágeis e imbecilizados, já que vivemos em tempos de culto à burrice (vide o funk atual), o quanto seria fácil controlá-la por governos totalitários e tirânicos por oferecem pouca ou nenhuma resistência, seja física ou intelectual.

Igualdade e diferença de gêneros

É preciso destacar que não estamos dizendo que a masculinidade é a melhor coisa e a feminilidade a pior. Não se trata disso. Estamos dizendo que a feminilidade é a melhor coisa para as mulheres, mas não o é para os homens.

E, falando em igualdade de gêneros e de direitos, que é uma grande conquista da sociedade, também temos que aceitar que homens e mulheres são diferentes entre si, tendo qualidades, aptidões, habilidades e também fraquezas e pontos negativos inerentes a cada gênero.

Não somos melhores ou piores, mas diferentes, ainda que tenhamos trabalhado pela igualdade de direitos e deveres tratando a ambos como seres humanos.

O esforço para ser macho

A masculinidade e a feminilidade são, portanto, naturais, visto que nascemos homens e mulheres, machos e fêmeas, mas ao contrário das mulheres, nós homens precisamos empreender um esforço para desenvolvermos nossa masculinidade.

Esse desenvolvimento requer iniciativa, busca, pois para se tornar um homem é necessário sair da passividade, da conveniência, tanto do âmbito biológico quanto do psicológico e comportamental.

Por exemplo, no âmbito biológico, nas primeiras divisões celulares, todos os organismos são inicialmente fêmeas. Há de ter uma intervenção do cromossomo Y para o embrião poder desenvolver-se como macho.

Na infância, para a menina desenvolver-se como mulher, basta ela permanecer sob a influência materna e crescer como tal.

Porém, o menino precisa afastar-se das influências da mãe para poder desenvolver sua masculinidade. Para tal, é necessário um esforço, um enfrentamento, uma intervenção. Se persistir sem se mexer, ele crescerá com trejeitos afeminados, o que não significa que será homossexual.

Por esse motivo, era muito comum em algumas sociedades, como por exemplo, a indígena, que os meninos, após terem atingido uma certa idade, fossem tirados do convívio materno para passarem por rituais de iniciação à fase adulta masculina.

Nesses rituais, o jovem garoto precisava enfrentar seus medos, demonstrar sua força e resistência na superação de desafios e assim “virar homem”. Claro que esses rituais são desnecessários hoje em dia, mas ainda precisamos de uma dose de sacrifício para desenvolvermos nossa masculinidade.

É necessário que haja uma referência masculina, que ele ouça histórias dos heróis, dos bravos guerreiros do passado que se sacrificavam em batalhas por suas famílias.

Um garoto, de posse de uma arma de brinquedo, estará sempre pensando e agindo como se fosse um herói combatendo o mal, desenvolvendo inconscientemente sua responsabilidade de macho na defesa da família, da pátria e de seus valores morais contra o mal espalhado no mundo.

No campo da sedução

Nas fábulas infantis, os meninos eram ensinados a combaterem dragões e outros inimigos em situações perigosas para conquistarem o amor da princesa mais bela do reino.

Trazendo, então, para o campo da sedução, veja que a mulher, desde os tempos remotos contados nas histórias infantis, sempre permaneceu passiva à espera, enquanto o homem esforçava-se ao máximo em duras batalhas para ganhar a sua admiração. Era o papel do homem conquistar e o da mulher de ser conquistada.

Mas, para piorar a situação atual, hoje em dia o homem tem receio de fazer o jogo da conquista, tanto por medo de ser acusado de assédio sexual quanto, o que é pior, medo de sofrer uma rejeição.

Acabou que o homem atual desaprendeu a arte da conquista e passou a assumir a inércia e a passividade que antes eram inerentes à mulher.

Os casais modernos

Na questão do trabalho, tenho visto homens se acomodando em casa enquanto suas mulheres vão batalhar o sustento da família. Esporadicamente, isso pode ocorrer, num caso de desemprego ou doença, mas para alguns casais já virou regra.

Ou seja, enquanto o homem tem se acomodado assumindo os cuidados domésticos, a mulher tem corrido e se esforçado em seu lugar. O mundo está a cada dia mais suave para o homem.

E, como diz o ditado, “Tempos difíceis forjam homens fortes, e tempos fáceis criam homens fracos”.

Não me admira que muitos homens de hoje subam no sofá e chamem a esposa para matar a barata que acabou de passar pelo canto da sala.






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