jan 25 2018

A importância da inteligência emocional

inteligência emocional

Desenvolver a inteligência emocional é de suma importância para que o homem consiga atravessar os obstáculos sentimentais que se apresentam durante a vida.

A seguir, contaremos 2 casos reais e recentes de suicídio, seus motivos e como eles poderiam ser evitados caso esses homens tivessem trabalhado sua inteligência emocional. 

Caso 1 – Jorge (nome fictício)

Jorge tinha 48 anos e era um cara pacato. Era um homem trabalhador, e por morar numa área rural e não ter muito onde gastar seu salário, tinha uma boa reserva financeira. Solteiro, desprovido de beleza física e desconhecedor de técnicas de sedução e conquista, geralmente pagava para obter sexo.

Até aqui, nada demais, ele levava sua vidinha tranquilamente. Porém, e é sempre assim que começam os dramas, Jorge acabou se envolvendo com um jovem homossexual. Não envolvendo-se sentimentalmente, mas pagava pelos favores sexuais do rapaz.

Este, menor de idade, por volta dos seus 17 anos, começou a chantagear Jorge, que acabava cedendo por medo de ser preso pelo fato de o garoto ser “de menor”, e dava-lhe as quantias que este exigia para guardar segredo.

Só para esclarecer, conheci Jorge há pelo menos 20 anos, mas só conversamos uma vez quando ele quis comprar uma antena minha. Depois me mudei e cidade, e a história que descrevo colhi de várias pessoas quando soube de seu suicídio.

O jovem homossexual, percebendo que era fácil tirar dinheiro de Jorge, resolveu jogar mais alto, e passou a exigir 30 mil reais para ficar de boca calada. Como Jorge talvez não dispusesse ou não aceitou tamanha chantagem, as ameaças do garoto aumentaram, a ponto de Jorge se sentir acuado, aterrorizado, sem saída e cometer o ato contra a própria vida.

Ao “pobre e inocente garoto menor de idade”, ao que me consta, não aconteceu absolutamente nada, nenhuma investigação ou coisa do tipo, e provavelmente ele seguirá livre fazendo destas coisas com outros homens.

Não cabe à mim julgar nenhum dos dois. Cada qual deve saber o que faz da própria vida e, claro, deve arcar com as consequências.

Caso 2 – Amadeu (nome fictício)

Amadeu, de 41 anos, foi um atleta na juventude, sendo atacante de um clube de futebol do interior de SP e tendo jogado na terceira divisão do campeonato estadual, sendo num determinado ano, artilheiro de tal.

A carreira, que parecia promissora, foi logo interrompida pela namorada de Amadeu, que não aceitava o fato de ele ingressar na carreira de jogador. Não sei especificar o motivo exato, mas era de conhecimento de todos que ele parou de jogar para atender ao desejo daquela que logo se tornaria sua esposa.

Amadeu também era um homem trabalhador, mas gostava de uma cachaça, e frequentemente voltava para casa embriagado. Num certo dia, voltando para casa bêbado de moto, ele acidentou-se sozinho. Teve fraturas, ficou um tempo internado e, após ter alta médica, ficou com algumas sequelas do acidente.

Estas sequelas afetaram principalmente suas funções renais, urológicas e sexuais, que o impediram de trabalhar registrado. Ainda assim, ele fazia bicos ajudando seus irmãos, tanto para se ocupar como para obter alguma renda digna. Porém, não largou o álcool.

Não sei dizer como era a vida do casal, mas sabemos que o álcool destroi famílias. Não sei também se esse foi o motivo principal, aliado ao fato da enfermidade limitante de Amadeu, mas sei que sua esposa resolveu sair da relação. Alguns afirmam que ela dizia que precisava de “pau”. Pode ser maldade do povo, como pode ser verdade. Não tenho como confirmar.

Após a separação, devido ao estado depressivo de Amadeu, e pela recusa dele em morar com alguém, sua mãe passou a dormir na casa que ele alugava, receando que ele atentasse contra a própria vida.

Ao que me consta, ele sempre fora muito apaixonado pela esposa, tanto que abandonou a carreira de jogador para constituir família com ela, e sendo assim, ele não aceitava a separação.

Para piorar a situação, Amadeu soube que sua ex-mulher estava “com graça” com um primo deste, e no último final de semana antes do ato fatídico, ela publicara uma foto numa rede social junto com esse primo.

Não sei dizer se a foto era comprometedora ou não, mas esta correu pelos Whatsapps da vizinhança até que chegou em Amadeu. Este, revoltado, disse que infelizmente teria que matar alguém do seu próprio sangue.

Na segunda-feira, em seguida à descoberta da foto, Amadeu não aparecera para trabalhar. Estranhando o fato, um de seus irmãos foi averiguar em sua casa o que havia acontecido, quando, ao adentrar, viu Amadeu pendurado pelo pescoço num fio de antena.

Reflexões

Tanto a história de Jorge quanto a de Amadeu mostram um mesmo ponto: a inabilidade de lidar com os sentimentos ante a situações aparentemente sem saída.

Para Jorge, era pagar a chantagem (e continuar a ser chantageado) ou ir para a cadeia e virar mulherzinha dos demais presos. Para Amadeu, era sua honra em jogo.

O que vocês fariam no lugar deles?

É claro que é fácil palpitar não estando na pele dos dois, afinal, não estamos emocionalmente envolvidos como eles estavam. Mas podemos analisar, refletir e aprender com suas histórias, afinal, são versões ligeiramente diferentes do que ocorre muito corriqueiramente por aí. Muda uma vírgula ou outra, trocam-se os nomes, mas os motivos são quase sempre os mesmos: homens acuados ou defendendo sua honra, todos sem saber o que fazer.

Novamente, não cabe a nós julgarmos ninguém, mas aprendermos com as situações analisando-as.

Por que os homens se suicidam?

Aqui, creio eu que caberiam várias respostas, mas se fôssemos tentar chegar à origem de tudo, eu arrisco dizer que a causa primeira é porque os homens não sabem lidar com suas emoções, ou seja, não têm inteligência emocional. Vou tentar sustentar meu ponto de vista.

É difícil para muitos homens lidar com a rejeição, com o escárnio, com a desonra de seu nome, com a humilhação perante as outras pessoas. E, ao meu ver, isso tem a ver com o poder que eles dão à opinião alheia. Nós tratamos disso neste tópico.

Eles acabam se medindo pela régua alheia, ou, o que acho pior, se medindo pela própria régua que mediam os outros em situações semelhantes.

Isso me faz pensar nos ensinamentos de Jesus, algo como “Na medida em que medirdes, sereis vós também medidos” ou “Não julgueis para não serdes julgados”, ou seja, conforme você julga os outros (“Ele é um corno”, “É frouxo”, “Não é homem”, “Não honra as bolas”, etc), quando a situação acontecer com você, estes julgamentos cobrarão sua consciência na mesma medida, e a única saída que muitos encontram acaba sendo o suicídio, pois você até pode se esconder das outras pessoas, mas não pode se esconder de si mesmo. Então, no desespero para acalmar a consciência, ou melhor, para eliminar o problema de vez, acreditam que encontrarão a saída na morte.

Eu poderia falar também o que penso sobre o suicídio, suas consequências morais ao espírito, mas como não quero mexer com crenças, deixo a cada um fazer sua própria interpretação.

O ego ferido

O ego, sempre ele, é a causa da nossa derrocada moral. Mantê-lo é tentador, pois envolve brio e orgulho, mas não é fácil. Por isso Nessahan Alita bate muito na tecla de eliminarmos nossos desejos e anseios, para que o ego não tome conta e não nos derrube.

É fácil escrever e raciocinar sem estar envolvido emocionalmente, mas não é impossível atingir, da mesma forma, a morte do próprio ego. E é o que tentamos trabalhar no Reflexões Masculinas.

Amigos, o objetivo deste site é evitar que as histórias que contamos acima se repitam. Infelizmente, eles não tinham acesso às informações que passamos aqui, e hoje quem sofre são seus familiares que ficaram e suas almas que não descansarão por um bom tempo.

Então, eu lhes pergunto:

  • Até onde uma pessoa que não é você vale a pena?
  • Até que ponto temos que sustentar nosso orgulho “em nome da honra”?
  • É possível sair dessas situações por outras vias que não seja a morte?
  • É possível sair, se não ileso, mas não tão machucado?
  • É possível tocar a vida adiante?
  • É possível voltar a ser feliz?

Eu quero acreditar que sim. Como disse, é fácil falar quando a dor é no outro, mas também é possível sobreviver trabalhando a morte dos desejos e expectativas e, principalmente, eliminando todo resquício de julgamento, tanto alheio como de si próprio.

Inteligência emocional

Trabalhe sempre sua serenidade. Deixe de lado pensamentos e sentimentos de vingança. Permita que os outros sejam o que são. Aceite esse fato e trabalhe baseado nele.

Você irá se decepcionar a cada esquina, a cada minuto, mas entenda que a decepção vem de uma expectativa errada. A culpa acaba sendo sempre nossa. Os outros são o que são, e se mostrarão mais cedo ou mais tarde. Não bata de frente, deixe ir. Desapegue-se de todo mundo, mas não perca sua doçura e amabilidade. Seja você o homem pleno que deseja ser.

Você recebeu o dom da vida para vivenciar experiências, boas e ruins. Não lamente o sofrimento, é ele quem te obriga a se mexer, a sair de sua zona de conforto, a buscar saídas. Foi o que eles tentaram fazer, mas não sabiam como, porque seus egos os cegaram.

Você é a pessoa mais importante da sua vida, e sempre que colocar sua felicidade fora de si, nas coisas materiais ou nas outras pessoas, você se frustrará quando não as tiver conforme esperava. Elimmine, portanto, esse tipo de expectativa.

Para viver feliz, você precisa de muito pouco. Algumas coisas ajudam, mas no fundo você precisa realmente de muito pouco. É o que basta, e isso é ótimo.

Se você está passando por uma situação desesperadora como as contadas neste post, mantenha a serenidade, respire fundo e lentamente, e pergunte a si mesmo:

  • Como faço para voltar a ser feliz?
  • Importa de fato o que os outros estão pensando?
  • É possível recomeçar, aprendendo com os erros do passado?
  • E se eu esperar mais algum tempo, será que não consigo encontrar uma outra saída?
  • Quem, afinal, é a pessoa mais importante da minha vida?

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
Emmanuel (Francisco Cândido Xavier)






1 comentário

  1. Artigo realmente emocionante. Que sirva de impulso para aqueles que estão passando por maus bocados. E para nós nos mantermos firmes sempre.

    Abraços!

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