jan 02 2018

Rodrigo Hilbert, o “Homão da Porra”

Rodrigo Hilbert

Rodrigo Hilbert virou meme internet afora no ano passado pela quantidade de predicados que vem demonstrando possuir.

Neste post, analisaremos as qualidades destacadas pelos (e pelas, principalmente!) internautas sob a ótica do aperfeiçoamento masculino. 

Fazer tricô é coisa de homem? Todo homem deveria matar o animal que será servido no jantar? Botar os filhos para ajudar a pintar a casa é uma atitude correta de um pai?

Estas e outras questões serão analisadas para podermos enfim responder: Rodrigo Hilbert é de fato um “homão da porra”?

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A origem

Rodrigo Hilbert nasceu e cresceu na cidade de Orleans, Santa Catarina. Em entrevistas, contou que seu pai era apresentador, músico, radialista e baterista de uma banda, o que fazia dele a estrela da cidade.

Seu avô era ferreiro e chegou a ser prefeito de Orleans nos anos 70. Foi com ele que Rodrigo aprendeu a manejar ferramentas e a forjar suas próprias peças.

Com a morte de sua irmã, seu pai passou a beber, até que num certo dia sofrera um derrame e sua mãe ficara sobrecarregada com os afazeres e sustento do lar. Por vezes, o avô ajudava, mas Rodrigo aproximou-se mais da mãe a fim de ajudá-la. Foi assim que aprendeu a cozinhar, ainda que a contragosto, e a fazer outras tarefas domésticas. Seu senso de responsabilidade brotara cedo.

De ascendência alemã e filho da inúmeras vezes “princesa do baile de Orleans”, Rodrigo, do alto de seu 1,90m, herdou os belos traços loiros da mãe com os olhos azuis.

A carreira

Morando em cidade do interior, a maior distância que Rodrigo percorria não passava dos 70 Km, que era a cidade de Laguna onde ele passava as férias.

Somente aos 18 anos, após ser descoberto por olheiros de agências, é que Hilbert ampliou seus horizontes. Ele conta que até então era extremamente tímido e vergonhoso, e trabalhar como modelo só foi possível após travar uma guerra interna consigo mesmo, já que vinha de uma família tradicionalista.

Foi nessas indas e vindas no trabalho que conheceu Fernanda Lima. Participou de algumas novelas da Rede Globo, tendo de se esforçar também para aprender a interpretar. Mas, foi somente após vencer a Dança dos Famosos no Domgingão do Faustão que ele passou a ser de fato reconhecido pelas pessoas como alguém de talento, e a partir daí passou a ser mais observado, principalmente pelas redes sociais.

Os predicados que viraram memes

Mesmo após ter conquistado dinheiro e fama, Rodrigo Hilbert continuou levando sua vida de sempre, juntando a rusticidade da vida no campo com a sofisticação dos grandes centros.

Constituindo família e sendo pai de gêmeos, Rodrigo colocou em prática o que sabia fazer desde cedo: construir ferramentas, objetos, móveis, abater animais para consumo, cozinhar, cuidar da casa, cuidar dos filhos, fazer casa na árvore para estes e até tricotar!

A internet veio abaixo com tantas qualidades reunidas numa pessoa só. As mulheres passaram a compará-lo com seus maridos, muitos destes preguiçosos, desleixados e que deixam todos os afazeres para as esposas.

Os maridos, por sua vez, em tom de brincadeira pedem para que alguém pare o Rodrigo de fazer tantas demonstrações de habilidades, pois estaria puxando a exigência feminina para patamares muito altos.

No meio disso tudo, Rodrigo Hilbert se esquiva do apelido de “homão da porra” que lhe puseram na internet, e diz que apenas faz o que todo homem deveria fazer: compartilhar das obrigações familiares com a mulher.

Até aqui, fizemos apenas um breve resumo da vida e de como a situação chegou nesse ponto. Abaixo começam nossas análises.

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Disputa desleal

Esta é a sensação que muitos homens alegam com certo sarcasmo quando falam em comparar-se a Rodrigo Hilbert, afinal, “ele é loiro de olhos azuis, com 1,90m de altura, rico e famoso”, muito diferente da maioria de nós de estatura mediana, cabelos (quando os temos!) esgruvinhados, olhos castanhos e de pouco poder aquisitivo.

É claro que Hilbert foi favorecido pela mãe natureza, mas este é apenas um dos quesitos de suas qualidades. Isso não tem como mudar se a maioria de nós não foi agraciada da mesma forma.

Porém, todas as outras habilidades dele foram adquiridas, ou seja, trabalhadas com o tempo e repetição, e neste caso, aos que quiserem desenvolver as mesmas habilidades, e outras mais até, basta começar a praticar.

Mas, será que entre nós, réles mortais, não existem outros “Rodrigos Hilberts” escondidos por aí?

Vamos analisar…

O fator urbanização

Segundo dados do IBGE, 56% da população brasileira (114,6 milhões de pessoas) vive em apenas 304 municípios (5,5% das cidades), ou seja, o brasileiro tem se concentrado em regiões mais urbanizadas, nas metrópoles.

O que era corriqueiro até poucas décadas atrás, como criar e abater animais no quintal para consumo da família, construir e consertar coisas, cozinhar a própria comida e passar boa parte do tempo em rodas com a família e vizinhos, passou a ser cada vez mais raro, especialmente nos grandes centros urbanos, onde temos tudo à mão para agora.

Para que fazer um chá para uma pessoa que está doente se podemos ir direto a um médico que prescreverá antibióticos? Para que criar galinhas, tendo que tratá-las e abatê-las, se elas já estão limpas e prontas no freezer dos supermercados? Por quê construir uma casinha de bonecas, num tempo que não dispomos, se podemos comprar uma de plástico em qualquer loja de brinquedos? Por quê perder tempo cozinhando se a vizinha vende marmitex?

O homem dos grandes centros acabou por ficar preguiçoso (e a mulher também!), com criatividade quase nula e praticidade idem. Suas habilidades resumem-se a jogabilidade em vídeogames e conhecimentos do que chamam de cultura nerd, que apesar de ser interessante e divertida em alguns pontos, pouco acrescenta de prático à vidas das pessoas. Entregue um prego e um martelo a um garoto da grande cidade e verá que ele mal sabe segurar a ferramenta e tem extrema dificuldade em martelar, ainda que repita por 20 vezes o processo.

É interessante refletir ainda que, mesmo não gastando o tempo para preparar as coisas como na vida mais simples do interior, ainda assim não nos sobra mais tempo para passarmos com nossos entes queridos mesmo tendo tudo pronto à mão.

A Educação de Hilbert

Apesar de viver no Leblon, é na fazenda de Rodrigo que as coisas acontecem. Foi lá que ele construiu a casa na árvore para os filhos e é lá também que vemos uma foto na internet de seu filho ajudando-o a pintar uma parede.

Exemplo. É pelo exemplo que Hilbert educa seus filhos, pois é natural que as crianças queiram imitar os pais, especialmente se vêem que estes estão desempenhando as tarefas com prazer, apesar do sacrifício.

Qual foi a sua educação?

E você, jovem, já pintou sua casa alguma vez? Seu quarto pelo menos? Já lavou louça sem sua mãe pedir? Recolheu o lixo da casa? Aprendeu a fazer café pelo menos? Sabe pegar num martelo, já furou uma parede ou trocou a resistência do chuveiro? Já viu como funciona um interruptor de luz e uma tomada elétrica?

Se você morar num grande centro urbano, é bem provável que tenha respondido “não” à maioria das perguntas acima. Se mora no interior, suas respostas positivas aumentam bastante, apesar de a nova geração já ter nascido sob as grandes facilidades da vida moderna. Não é questão de discriminação, mas fruto de observações no decorrer do tempo.

Mas, se você quiser começar a pegar no batente, a botar a mão na massa, vamos lhe ajudar com algumas dicas.

Tornando-se um Rodrigo Hilbert

Obviamente que isso é apenas uma brincadeira. Não precisamos abrir mão de todas as facilidades que a vida urbana moderna nos oferece. Não precisamos ter criações no quintal para abate, por exemplo, mas podemos ter uma pequena horta, mesmo que em vasos, canos ou garrafas pet.

Outra boa maneira de aprender a manusear ferramentas é participar de grupos de faça-você-mesmo, como comunidades de marcenaria, de trabalhos com tubos de PVC, artesanatos em geral, culinária, pequenos reparos em alvenaria, tubulações e instalações elétricas, cuidados e reparos em carros antigos, etc. A internet é recheada de vídeos e tutoriais sobre essas coisas, basta fuçar um pouco.

Comportamento

Além das habilidades manuais, você pode aperfeiçoar-se também quanto à postura ante diversas situações, como assumir a responsabilidade pela louça da janta, por exemplo, ou por limpar e arrumar o próprio quarto, ou ainda limpar o recinto do cachorro e trocar sua água e comida.

Fazer café é outra atividade ridícula de tão fácil e que nos dá uma enorme sensação de independência. Fazer uma salada ou um suco para a família na hora das refeições é outra boa pedida. Se você levar as crianças para passear para que sua esposa possa relaxar ou estudar um pouco, será adorado como a um deus!

Veja que são coisas muito simples, mas que agregam enorme valor à sua pessoa. E quanto mais você fizer, mais hábil ficará e mais coisas conseguirá fazer ao longo do tempo.

Já imaginou que legal você construir uma pequena rack para a TV da sala? E se você mesmo construísse uma bateria eletrônica para aprender a tocar? E se você aplicasse uma textura na parede destacando com uma cor chamativa? Consegue imaginar as pessoas comentando sobre os seus dotes? Pois é, e para tudo isso e muito mais existem inúmeros tutoriais na internet, especialmente no Youtube.

Finalizando

Como vimos, Rodrigo Hilbert é sim um “homão da porra”. Mas, a boa notícia é que qualquer um de nós pode ser também. E, melhor ainda, é que precisamos apenas de um pouco de esforço (bem pouco mesmo) e de algum conhecimento (com os tutoriais). Teremos com isso grandes resultados e satisfação pessoal garantidos.

Se você ficar aí sentado em frente ao PC, à TV ou ao videogame só criando teta, meu amigo, estará fadado ao fracasso pessoal e a comparações “desleais” com homens mais prestativos. O custo é baixo e o lucro é certo. Pense nisso.

“Ah, mas ainda tem a questão da beleza” – você se lembra. Será que isso realmente importa?

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