set 17 2017

Sobre Casar Obrigado

Casar obrigado: violência contra o homem convertida em piada.

Casar obrigado: violência contra o homem convertida em piada.

O casamento é uma das tradições humanas mais antigas e disseminadas pelo mundo.

Ainda assim, é comum para o homem tentar evitá-lo ao máximo, enquanto as mulheres o desejam avidamente.

Essa diferença de “tempos” entre ambos pode causar um desgaste no relacionamento, e uma das partes acabará cedendo, geralmente o homem.

Este post trata exatamente sobre essa “renúncia” que muitos homens se veem forçados a fazer a contragosto.

Que consequências isso pode trazer para o homem, para a mulher e para a família recém-criada?

Você é obrigado a se casar mesmo que não deseje?

E o que fazer se não quer casar mas gosta da mulher com quem está?

Vamos tentar refletir sobre estas e outras questões. Continue lendo.

A história do casamento

Na antiguidade, as uniões conjugais ocorriam para que as tribos formassem alianças entre si, havendo relações diplomáticas e interesses econômicos entre as famílias.

Nessa época, era comum à sociedade europeia pagã que o homem possuísse sua mulher “oficial” e outras “por fora”, chamadas de concubinas.

Porém, somente os filhos da esposa “de primeiro escalão” tinham direitos à herança do pai.

Com a finalidade de fortalecimento e união dos clãs, também era permitido o casamento consanguíneo.

A poligamia e o incesto eram, então, comuns e aceitos.

O papel do cristianismo

Com a expansão do cristianismo e a formação das igrejas, muitos pontos sobre o casamento começaram a ser discutidos e alterados.

Ideais como a monogamia, a fidelidade e a indissolubilidade do casamento foram aos poucos sendo implementados pelos povos conforme iam adotando o cristianismo como religião.

No ano 1000, a proibição do incesto em qualquer grau de parentesco obrigou as pessoas a procurarem seus pares fora de seus clãs.

Foi somente no final da Idade Media que o amor passou a ser considerado como imprescindível para que um casal contraísse matrimônio.

A valorização da virgindade vem dessa época e tem a ver com o fato de as pessoas terem de procurar um par fora e também como mostra do “amor” reservado somente ao cônjuge.

Mudanças sociais

O ponto alto das transformações que a sociedade sofreu foi quando a rainha Vitória da Inglaterra, no século XIX, escolheu sozinha o seu marido.

Muitos elementos dos cerimoniais atuais vêm daí, como a marcha nupcial.

Desde então, as mulheres passaram a ter maior poder de decisão, principalmente depois da Revolução Industrial.

O fato de saírem do lar para trabalharem e obterem renda, fez com que ganhassem mais autonomia em suas vidas.

Hoje em dia, são elas que planejam praticamente todo o casamento.

Do primitivismo à modernidade

Até o advento do cristianismo, o homem primitivo gozava na sociedade do direito de ser poligâmico.

Com a poligamia, ele estava sintonizado com seu papel animal de macho reprodutor.

O cristianismo implantou aos poucos a monogamia, a fidelidade e a impossibilidade de separação do casal.

O homem passou a ter de lutar contra a sua própria natureza biológica para se enquadrar às novas convenções sociais que se impunham.

No meu ponto de vista, isso é um crime para com o sexo masculino.

Outro crime, agora para ambos os gêneros, é não poderem seguir caminhos opostos depois que o amor já acabou.

Mas, se o papel das religiões é levar o ser humano da animalidade para a angelitude, vencer a própria natureza animal é imprescindível para tal.

O fato é que o homem biológico, animal, passou a ser violentado em suas origens simplesmente por exercer a sua masculinidade.

Do namoro ao casamento

Você conheceu uma garota legal.

Talvez nem tão legal assim, mas legal ou não, você acha que seu destino é ao lado dela.

Namoram há algum tempo e ela começa a falar em casamento.

Para você, assim como para muitos homens, isso talvez não seja muito relevante, afinal, não é um papel assinado no cartório ou um cerimonial na igreja que irão provar que vocês se amam.

Você sugere continuarem do jeito que estão ou simplesmente irem morar juntos.

Ela se mostra escandalizada, pode fazer até um show, e te prensará contra a parede: ou casam ou terminam!

Não há um meio-termo.

Era tudo o que você não queria.

O que o homem geralmente raciocina

Não porque não gosta dela, mas porque não vê necessidade em fazer coisas para que os outros vejam que são casados.

Pode pensar também que irão gastar um bom dinheiro em algo desnecessário, e que poderiam usar esse montante para outras coisas em conjunto.

Porém, tente colocar esses argumentos na mesa. Apenas tente.

Não tem jeito, ela quer casar e ponto!

E tem mais: já pensou até na data, fez a lista de convidados, de padrinhos e o que servirão no buffet, faltando apenas marcar na igreja e no cartório.

E agora – você se pergunta –, caso contra a minha vontade ou recuso e perco a mulher que eu amo?

– Não vejo diferença em nos juntarmos, muito menos necessidade desse cerimonial todo.

Não precisava ela ter chegado ao ponto de ameaçar o fim da nossa relação.

Ela me disse que, se eu não quiser casar, que então fale logo, assim cada um segue sua vida, pois ela quer casar!

A maioria dos homens não suporta esse inferno mental e acaba cedendo.

E, se não ceder, a culpa pelo fim da relação será DELE! Sim, dele. Simples assim.

E acrescida de várias outras acusações, como falta de amor, só interesse sexual, etc.

Preste atenção

Leia novamente esta fala:

– Ela me disse que, se eu não quiser casar, que então fale logo, assim cada um segue sua vida, pois ela quer casar!

Pense um pouco, essa mulher ama o cara ou quer apenas se casar independente do panaca que seja o noivo?

Ela chegou ao ponto de ameaçar romper com a relação apenas porque ele está titubeante com a decisão.

Ao meu ver, ela pode até gostar do rapaz, mas mostrar para a sociedade que ela está casada tem mais importância que a identidade do idiota que irá vestir essa aliança.

Meu amigo, se você se encontra nesta situação, eu espero sinceramente que honre suas bolas e seja primeiramente fiel a si mesmo.

Não estou dizendo para desistir de uma união estável e partir pra gandaia. É natural que você queira ter uma família.

Também não estou defendendo que se volte à poligamia e o incesto de antigamente. Longe disso.

O que eu quero que você raciocine é sobre quem manda na sua vida, quem faz as suas escolhas, se é você ou se são os outros.

Um matrimônio forçado acarretará em riscos para o próprio casamento, para a família e, pior ainda, também os filhos.

E, claro, para ela, a culpa desse insucesso será invariavelmente sua.

Seja por medo de magoar ou para não ficar mal com os parentes e amigos, principalmente do lado dela, o homem acaba aceitando e vivendo um casamento que não desejava.

– Mas, se podíamos viver juntos sem papel e cerimônia, qual a diferença em dar o braço a torcer para a mulher? – você argumenta.

A diferença é exatamente que ela não aceita abrir mão dessas coisas simplesmente para viver feliz com você do seu modo!

Enfim, quem é que decide a sua vida?

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